Brookfield Brasil | Relatório Anual 2016

Relatório Anual
2016

Infraestrutura | Brookfield Brasil | Relatório Anual 2016

Infraestrutura

A área de Infraestrutura da Brookfield é responsável por US$32 bilhões* em ativos sob gestão globalmente. No Brasil, onde nosso portfólio soma cerca de R$9 bilhões*, temos presença consolidada nos segmentos de concessões rodoviárias, por meio da concessionária Arteris, da qual somos co-controladores ao lado do grupo espanhol Abertis Infraestructuras S.A.; em portos, ferrovias e terminais intermodais, por meio de participação acionária de 26,5% na empresa de logística integrada VLI, na qual temos como sócios a Vale, a Mitsui e o FI-FGTS; e na nova unidade dedicada a linhas de transmissão, envolvida em diversos projetos no País.

US$32B*em ativos sob gestão globalmente

R$9B*em ativos sob gestão no Brasil

* Não inclui aquisição da NTS, operação concluída em Abril de 2017. FOTOS NESTA PÁGINA DA ESQUERDA PARA A DIREITA: TERMINAL INTEGRADOR, UBERABA (MG) E PORTO DE ARACAJU (SE) | Brookfield Brasil | Relatório Anual 2016 FOTOS NESTA PÁGINA DA ESQUERDA PARA A DIREITA: TERMINAL INTEGRADOR, UBERABA (MG) E PORTO DE ARACAJU (SE).

Em 2016 realizamos uma das maiores aquisições no Brasil com a compra de uma participação acionária de 90% da Petrobrás no capital da rede de distribuição de gás Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por US$5,2 bilhões. A Brookfield liderou um consórcio que inclui a CIC Capital Corporation, a GIC Private Limited, o British Columbia Investment Management e outros. A NTS detém uma rede de mais de 2.000 km de gasodutos pelos quais é feito o transporte de gás aos estados mais industrializados do Brasil. A operação foi concluída em Abril de 2017.

Além desse investimento, ampliamos nossa participação em linhas de transmissão de energia. Regressamos a esse segmento em 2015 por meio de sociedade com o grupo espanhol ACS para investimento conjunto na implantação de quatro projetos de concessão envolvendo 2.800 km de linhas de transmissão no Brasil. Em outubro de 2016 participamos conjuntamente do leilão 2015/13 da ANEEL onde ganhamos três novos projetos a serem desenvolvidos, acrescentando outros 1,4 mil km em linhas. O investimento total previsto para esses projetos é da ordem de aproximadamente R$9 bilhões até o ano de 2022.

Arteris

Visão geral

A Arteris é uma das maiores operadoras de rodovias do Brasil em quilômetros sob administração com 3.250 km nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Temos nove concessões, sendo cinco federais e quatro do Governo do Estado de São Paulo, entre as quais estão importantes vias de ligação entre os principais mercados produtores e consumidores brasileiros, como a Rodovia Régis Bittencourt, que faz a ligação entre São Paulo e Curitiba; e a Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte. Ao final de 2016, a Arteris empregava 5.746 funcionários em suas operações.

Resultados

Em 2016 a Arteris registrou uma receita com pedágios de R$ 2,6 bilhões, montante ligeiramente superior aos R$ 2,4 bilhões apurados no ano anterior. O EBITDA ajustado atingiu R$ 1,7 bilhão, crescimento de 20,1% sobre 2015. Apesar da redução de 4,2% no tráfego nas nove concessionárias, fruto da contração econômica, o aumento médio de 11,5% nas tarifas de pedágio foi responsável por esse efeito. A combinação disso com a venda de uma participação acionária na STP (empresa que opera o sistema de cobrança eletrônica Sem Parar) impactou o lucro líquido da companhia, que aumentou 73,8% em relação ao exercício anterior, atingindo R$ 259,6 milhões.

652MDE VEÍCULOS EQUIVALENTES

R$1,8BINVESTIDOS EM 2016

~5.700FUNCIONÁRIOS

Investimentos

Os investimentos da Arteris em 2016 atingiram R$1,8 bilhão em obras de melhorias e conservação nas suas diversas rodovias. Entre os principais investimentos estão:
• Duplicação da Serra do Cafezal:
A duplicação da BR-116 (operada pela Autopista Régis Bittencourt) na Serra do Cafezal continuou em forte ritmo em 2016, com a entrega de 20,5 km de pistas, de um total de 30,5 km previstos. A rodovia interliga São Paulo (SP) e Curitiba (PR), serve de porta de entrada para os países do Mercosul e concentra intenso tráfego, especialmente de carga. Redução de congestionamentos e ganhos em segurança são alguns dos impactos positivos percebidos com o avanço das obras de duplicação. A obra acontece entre os municípios de Juquitiba e Miracatu, em São Paulo, e inclui a construção de 36 viadutos e quatro túneis. Em 2016, foram concluídas as obras civis de três destes túneis, que estão agora em fase de instalações. A conclusão está prevista para 2017.
• Duplicação da BR-101:
A intervenção inclui a duplicação de 176,6 km entre os municípios de Rio Bonito e Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro), a implantação de 23 trevos em desnível de acesso e retorno, 17 pontes e a correção de traçado na pista existente. A Autopista Fluminense concluiu um trecho de 83,8 km até 2016 e outros 42 km com previsão de entrega para o 1º semestre de 2017. O trecho concluído está aberto ao tráfego, incluindo a entrega de quatro trevos em desnível (viadutos).
• Duplicação da BR-116/PR
É a principal obra em andamento da Autopista Planalto Sul e se concentra em um trecho de 25,4 quilômetros entre Curitiba e o município de Mandirituba, no Paraná, para o qual o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já concedeu a licença de instalação. Estão concluídos e liberados ao tráfego 23,1 km entre Curitiba e Mandirituba. Também foram entregues durante o ano: quatro trevos em desnível, uma passagem inferior, três pontes e três trevos em desnível. A compensação ambiental contou com mais de 77 mil mudas de espécies florestais nativas.
• Contorno de Florianópolis:
Um dos principais empreendimentos da Arteris, a obra do Contorno Rodoviário de Florianópolis está dividida em três trechos (Norte, Intermediário e Sul) e prevê a construção de uma variante de cerca de 50 km em pista dupla, seis trevos, 22 passagens em desnível, dois viadutos, 12 pontes e oito túneis. Quando concluída, a obra permitirá o alívio do tráfego de veículos leves e pesados que atravessam as cidades lindeiras à BR-101. Iniciada em maio de 2014, as obras de duplicação encerraram 2016 com 31 km contratados e alguns já com as primeiras camadas do asfalto. Foram concluídas três passagens em desnível e outras duas estão em fase de conclusão, além de um trevo e duas pontes também em construção.
• Duplicação da SP-318:
Uma das principais obras da Autovias em andamento é a duplicação da SP-318. Iniciada em setembro de 2014, refere-se a um aditivo no Contrato de Concessão, que deve gerar um período adicional ao contrato de seis meses. A obra, realizada entre os km 241 e 243, teve sua duplicação concluída em 2016, o que incluiu a construção de um trevo e uma passarela.
• Contorno viário de Mogi Mirim:
Em fevereiro de 2016 foi concluída a implantação da segunda etapa do Contorno Viário de Mogi Mirim, São Paulo, com extensão de 4,6 km. A concessionária responsável, Intervias, também executa na região a duplicação da SP-147, entre Mogi Mirim e Engenheiro Coelho, iniciada em setembro de 2014.

PERSPECTIVAS

A Arteris é uma empresa bem posicionada no mercado de concessões rodoviárias, detendo um conjunto de ativos que inclui algumas das ligações mais cruciais para o país, como São Paulo-Belo Horizonte e São Paulo-Curitiba. Por esse motivo, está apta a capturar os resultados da recuperação da economia, embora que esta seja ainda tímida em 2017. Independente do cenário, a companhia dará prosseguimento a seu programa de investimentos, que ainda alcança R$6,8 bilhões até o final do período de concessões. Em paralelo a isso, a Arteris estará atenta a oportunidades de ampliar seu portfólio de quilômetros sob gestão por meio de novas concessões.

Mapa de concessões
Mapa de concessões | Brookfield Brasil | Relatório Anual 2016

VLI

Visão geral

A VLI é uma empresa de soluções logísticas integradas, conectando ferrovias, portos e terminais intermodais em 10 estados brasileiros. Com mais de 6.300 funcionários, opera uma frota de aproximadamente 640 locomotivas e 20.000 vagões, por meio dos quais transporta grãos, fertilizantes, açúcar, além de produtos siderúrgicos, derivados de petróleo, biocombustíveis e minério de ferro.

Resultados

A companhia encerrou 2016 com uma receita líquida de R$3,6 bilhões, 2% acima do registrado no ano anterior, enquanto o EBITDA avançou 9% e atingiu aproximadamente R$1,5 bilhão. O resultado líquido do exercício foi de R$294 milhões, impactado pelo resultado financeiro negativo de R$145,5 milhões (ante resultado financeiro positivo de R$74,4 milhões em 2015), decorrência de transação que envolve a antecipação de recebíveis intercompany.

Em 2016, o volume de cargas nos portos administrados pela companhia caiu 12%, atingindo 26 milhões de toneladas úteis (TUs), reflexo de más condições meteorológicas que causaram atrasos na fila de navios nos Terminais de Praia Mole (ES), no Terminal de Produtos Diversos (ES) e no Terminal Portuário de São Luís, e também pela safra inferior de soja e milho registrada em 2016, que foi de 184 milhões de toneladas, 12,2% menor ao registrado em 2015 (IBGE). O volume de cargas transportadas nas ferrovias caiu 8%, atingindo 32 milhões de toneladas úteis transportada por quilômetro percorrido (TKUs). FOTO DO TOPO PARA BAIXO: ESQUERDA: PORTO DE ARACAJU, SERGIPE; DIREITA: NOVOS VAGÕES; ABAIXO: LOCOMOTIVA DA VLI, MINAS GERAIS | Brookfield Brasil | Relatório Anual 2016 FOTO DO TOPO PARA BAIXO: ESQUERDA: PORTO DE ARACAJU, SERGIPE; DIREITA: NOVOS VAGÕES; ABAIXO: LOCOMOTIVA DA VLI, MINAS GERAIS.

Investimentos

Ao longo de 2016, os investimentos atingiram R$2,0 bilhões. Entre as principais iniciativas estão:
• Expansão do TIPLAM:
Iniciado em 2013, somente esse projeto demandou investimentos de R$2,7 bilhões. O projeto complementa a integração logística do Corredor Centro-Sudeste, ampliando sua capacidade de exportação de grãos e açúcar e a importação de fertilizantes. O primeiro embarque de navio no Tiplam, uma carga de 26,5 milhões de toneladas de milho, foi realizado em janeiro de 2017.
• Vagões e locomotivas:
Em 2016, foram adquiridas 23 novas locomotivas e 1.298 novos vagões, para os corredores operados pela companhia (Centro-Norte, Centro-Leste e Centro-Sudeste), com o objetivo de melhorar a eficiência operacional e para atender demanda de transporte de grãos, açúcar, fertilizantes, combustíveis e celulose.
• Terminais integradores:
Em 2016 foram concluídas as obras de dois terminais no Tocantins e de um em Minas Gerais. O Terminal Integrador de Uberaba (MG) recebeu investimentos de R$230 milhões e é considerado um dos mais modernos do País para transbordo de grãos e açúcar. Com ele, o tempo de carregamento de um trem foi reduzido de 3 dias para apenas 5 horas. Com investimentos de R$264 milhões, os Terminais Integradores de Porto Nacional e de Palmeirante (TO) terão capacidade para movimentar por ano cerca de 6 milhões de toneladas de produtos como soja, milho e farelo, adicionando mais capacidade de movimentação para o corredor Centro-Norte.
• Manutenção:
Os investimentos nessa área foram 4,1% superiores aos de 2015 principalmente devido a manutenção da via permanente.

PERSPECTIVAS

Com previsão de supersafra de 215 milhões de toneladas de grãos em 2017, o agronegócio brasileiro precisará de infraestrutura eficiente para escoar sua produção com competitividade e rapidez. Acreditamos que a VLI está muito bem posicionada e com elevadas vantagens competitivas para atender a demanda do mercado. Suas soluções integradas e sua eficiência operacional são fatores chave para melhor atender seus clientes. A companhia está executando um significativo plano de investimentos, que prevê recursos da ordem de R$3 bilhões até 2023, dos quais R$1,5 bilhão devem ser desembolsados entre 2017 e 2019.

4.800kmDE FERROVIAS

R$2,0BEM INVESTIMENTOS EM 2016

Mapa de portos, ferrovias e terminais

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