relatório anual 2017

Estação de compressão de gás de Taubaté - SP

NTS

Estação de compressão de gás de Taubaté – SP.

A Nova Transportadora do Sudeste S/A (NTS) opera uma rede de 2.048 km, com capacidade de transporte de 158 MMm³/d (milhões de metros cúbicos de gás natural por dia). Essa rede, presente nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais (responsáveis por 50% do consumo de gás no Brasil,) se conecta às plantas de processamento de gás da região, ao gasoduto Brasil-Bolívia e à malha de gasodutos existentes na região Nordeste do País. A companhia opera autorizações de longo prazo com 100% da capacidade contratada na modalidade ship-or-pay.

Em abril de 2017, aproveitando o plano de venda de ativos iniciado pela Petrobras, um consórcio de investidores liderados pela Brookfield concluiu a compra do controle acionário da NTS.

O segmento de transporte de gás oferece grande potencial, uma vez que tanto a produção quanto o consumo vêm registrando expressivo crescimento na última década. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), nos últimos 10 anos a produção brasileira passou de 45 MMm3/d para uma média diária de 100 MMm3/d, com destaque para a produção do pré-sal (região de exploração em águas ultraprofundas descoberta em 2006), que já responde por mais da metade do volume produzido. Em relação ao consumo final, houve um aumento de 7,2% em 2017 na comparação com o ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira de Gás (Abegás).

Atendendo a região Sudeste, principal consumidora do produto, a NTS realizou em 2017 transporte de 41 MMm3/d de gás natural, atingindo uma receita líquida de R$ 4,1 bilhões (sendo R$ 3 bilhões referentes ao período posterior à conclusão da aquisição da companhia pela Brookfield).

Estação de compressão de gás de Taubaté – SP.

 

PERSPECTIVAS

A NTS opera com contratos de longo prazo que geram na modalidade ship-or-pay, receitas garantidas e indexadas pela inflação. Além disso, sua extensa e moderna rede de gasodutos está localizada na região que concentra os maiores consumidores brasileiros e tem capacidade para atender eventual crescimento na demanda sem a necessidade de investimentos adicionais relevantes.

Existe uma grande expectativa do mercado em relação à discussão da nova Lei do Gás, que pode levar à maior abertura do mercado e propiciar um ambiente favorável para aumento da demanda e, consequentemente, a ampliação dos investimentos no setor. A participação do gás natural na matriz energética brasileira vem tendo um considerável avanço, mas ainda existe um potencial muito grande de crescimento quando comparado a patamares mundiais. Um estudo do Ministério das Minas e Energia mostra que no início dos anos 70 a oferta de gás representava 16% da matriz energética mundial e apenas 0,4% da brasileira. Em 2016, o peso do gás na matriz mundial chegou a 22%, enquanto no Brasil saltou para pouco mais de 12%.

Estação de Descompressão de Gás de Taubaté – SP.

REDE DE GASODUTOS NTS