relatório anual 2017

Terminal portuário São Luís

VLI

Locomotiva no Terminal Integrador Guará, São Paulo.

VISÃO GERAL

A VLI é uma empresa de soluções logísticas integradas, conectando ferrovias, portos e terminais intermodais em dez estados brasileiros. Com mais de 6.700 funcionários, opera uma frota de aproximadamente 900 locomotivas e 25 mil vagões, por meio dos quais transporta grãos, fertilizantes, açúcar, além de produtos siderúrgicos, derivados de petróleo, biocombustíveis e minério de ferro. A Brookfield detém, desde 2014, uma participação acionária de 26,5% na VLI, que tem como sócios a Vale (37,6%), a Mitsui (20%) e FI-FGTS (15,9%).

Tiplam, Santos.

RESULTADOS

A VLI opera em três segmentos-chave: o de agricultura, com um peso de quase 60% nas receitas da companhia, engloba o transporte de grãos, fertilizantes e açúcar; o de siderurgia e construção (cerca de 25% de vendas) engloba carvão, minério de ferro, produtos siderúrgicos e ferro gusa; e o de industrializados (responsável por aproximadamente 15% das receitas), que engloba combustíveis, celulose e calcário.

A companhia encerrou 2017 com uma receita líquida de R$ 4,5 bilhões, 27% acima do registrado no ano anterior, enquanto o EBITDA avançou 22% e atingiu aproximadamente R$ 1,8 bilhão. O recorde de safra de soja do País em 2017, o aumento na produção brasileira de milho e a estabilização da indústria siderúrgica trouxeram oportunidades para a VLI. A companhia fechou o ano com aumento de 19% no volume transportado nas ferrovias e de 42% no volume de carga movimentado nos portos, em comparação com o ano anterior.

 

Nas ferrovias, a redução do custo variável unitário em relação a 2016 foi de 6%, refletindo ganhos de produtividade e melhoria de processos. Nos portos, a redução do custo variável unitário em relação a 2016 foi de 28%, principalmente devido ao aumento de volume de cargas transportadas.

 

INVESTIMENTOS

Ao longo de 2017, os investimentos superaram R$ 1 bilhão, sendo R$ 526 milhões para a execução de projetos de expansão de capacidade e R$ 513 milhões para a manutenção das operações existentes. Entre as principais iniciativas estão:

Expansão do TIPLAM

Iniciado em 2013, somente esse projeto demandou investimentos de R$ 2,7 bilhões. O projeto complementa a integração logística do Corredor Centro-Sudeste, ampliando sua capacidade de exportação de grãos e açúcar e a importação de fertilizantes. Durante o ano de 2017, entraram em operação os armazéns 2 e 4 (Grãos e Açúcar) e os berços 2 e 3.

Pátios, Postos de abastecimento e outros projetos

O ano de 2017 foi fundamental para a consolidação de projetos previstos no plano de negócios da VLI, com avanço físico significativo da carteira, como por exemplo 98,76% do Pátio Paulista e 98,89% do Pátio de Ribeirão Preto. Destaca-se também o avanço físico de 99,40% do Pátio de Imperatriz cujo objetivo é atender ao crescimento do volume de produtos transportados na Ferrovia Norte-Sul. Além dos projetos citados, cabe citar o Programa de Ponta da Madeira, em São Luiz – MA (98,80% de avanço físico), a entrega para a operação do Posto de Abastecimento do Complexo Mineral Patrocínio, e a alça e ponte de Ibiá, ambos em Minas Gerais.

 

PERSPECTIVAS

Acreditamos que a VLI está muito bem posicionada e com elevadas vantagens competitivas para atender às demandas do mercado. O segmento de agropecuária continuará tendo peso relevante nas receitas da companhia, com destaque para o transporte de grãos e de fertilizantes, seguido pelo setor siderúrgico, que deve seguir em recuperação.

As perspectivas da safra 2017/2018 brasileira de grãos têm se mantido favoráveis, com uma produção prevista pelo IBGE de 224,3 milhões de toneladas. Na região central do Brasil (Goiás, Distrito Federal, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo), reconhecida pela forte produção agrícola, a VLI opera ferrovias e terminais intermodais que recebem as cargas de seus clientes e fazem o escoamento ou abastecimento por meio de dois importantes corredores – Centro-Leste e Centro-Sudeste –, que ligam, respectivamente, essas regiões aos complexos portuários de Tubarão (ES) e Santos (SP), além do Tiplam, também em Santos. A VLI está também bem posicionada na fronteira agrícola que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba). Com a Ferrovia Norte-Sul e dois terminais integradores (Porto Nacional e Palmeirante, ambos em Tocantins), a VLI carrega grãos até a capital maranhense, onde opera o Terminal Portuário São Luís com toda a infraestrutura de armazéns e silos para atendimento do setor agrícola.

No setor siderúrgico, a retomada da demanda por parte dos clientes e normalização dos estoques de produtos vêm resultando em crescimento da produção de aço bruto, inclusive na área de influência da VLI. O Corredor Centro-Leste atende a um dos maiores polos do mercado siderúrgico brasileiro com um fluxo logístico privilegiado, de grande movimentação de insumos e produtos siderúrgicos acabados, interligando os estados do Espírito Santo e Minas Gerais por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e do Terminal Praia Mole, no Complexo de Tubarão (Vitória – ES). O Corredor Centro-Norte destaca-se no escoamento de gusa destinado à exportação, integrando a Estrada de Ferro Carajás (EFC) ao Terminal Portuário São Luís (MA).

MAPA DE OPERAÇÕES