Desenvolvimento Sustentável e Cidadania Corporativa 

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Visão Geral

A Brookfield opera negócios com visão de longo prazo, abordagem que determina sua estratégia de investimento e seu compromisso com práticas ambientais, sociais e de governança corporativa. 

A companhia acredita que a criação de valor e o desenvolvimento sustentável são objetivos complementares e, em todas as suas operações, está comprometida com práticas que tenham impacto positivo nas comunidades. 

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Com o intuito de equilibrar objetivos econômicos com a boa cidadania corporativa, a Brookfield se pauta pelo seguinte conjunto de princípios e práticas:

Assegurar o bem-estar e a segurança dos funcionários

 

Bem-estar dos funcionários

Atender ou exceder todas as leis e padrões trabalhistas aplicáveis, incluindo o respeito aos direitos humanos, a oferta de remuneração competitiva e a implementação de práticas de contratação não discriminatórias e totalmente inclusivas.

Saúde e Segurança

Manter meta de zero incidente de segurança em todos os seus negócios, trabalhando para implementar práticas consistentes de saúde e segurança em todas as operações.

 
 

Servir às comunidades nas quais opera

 

Engajamento com a comunidade

Engajar grupos comunitários que podem ser afetados pelas operações para garantir que seus interesses, segurança e bem-estar sejam adequadamente respeitados e integrados aos processos de tomada de decisão.

Filantropia

Capacitar e incentivar os funcionários a participar de atividades comunitárias e usar recursos do grupo para promover o desenvolvimento econômico e social das comunidades nas quais atua.

 
 

Operar com os mais altos padrões éticos, legais e regulatórios

 

Governança, ética e justiça

Operar com os altos padrões éticos definidos em seu Código de Negócios e Ética, conduzindo atividades em conformidade com os requisitos legais e regulamentares aplicáveis.

Transparência

Estar acessível aos stakeholders, respondendo às solicitações de informações de forma clara e objetiva.

 
 

Mitigar o impacto das operações no meio ambiente

 

Gestão ambiental

Reduzir ao máximo o impacto ambiental de suas operações e melhorar o uso eficiente de recursos.

 
 

ATUAÇÃO NO BRASIL

Cientes da importância e dos impactos de suas operações, a Brookfield e suas investidas atuam com responsabilidade social e ambiental, apoiando inúmeros projetos e programas como forma de contribuir com as comunidades nas quais está inserida. 

O grupo também encoraja e presta suporte a diversas entidades e iniciativas nas esferas de educação, cultura, saúde, esporte e meio ambiente. Confira nas páginas a seguir algumas iniciativas do grupo.

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Programa Juntos promove parceria para melhorar a gestão pública

 
 

A Brookfield apoia, desde 2017, o Programa Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável. Criado em 2013 pela Comunitas, organização da sociedade civil sem fins lucrativos, o programa tem como objetivo promover a melhoria da gestão pública no país. 

O programa é apoiado por importantes lideranças empresariais do Brasil, que investem recursos financeiros e dão suporte na elaboração e implementação de projetos com base em sua experiência e competências técnicas. A opção é por atuar em parceria com a gestão pública em projetos que podem ser implementados em diversos municípios e estados, com impacto duradouro, em áreas como gestão orçamentária, planejamento estratégico, planejamento urbano e ambiental, políticas para a juventude, saúde, educação, segurança pública, comunicação, turismo, cultura e lazer.

Fazem parte da rede do Programa Juntos as cidades de São Paulo (SP), Salvador (BA), Campinas (SP), Petrolina (PE), Caruaru (PE), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Paraty (RJ), Pelotas (RS), Santos (SP) e Teresina (PI). A partir da eleição dos novos governadores, os estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pará passaram a integrar a rede do Juntos. Considerando todas as iniciativas, as ações do programa impactam de forma positiva, direta e indiretamente, cerca de 100 milhões de cidadãos brasileiros.

Dentro do Juntos, a Brookfield também apoia o projeto Replicabilidade, que prevê o compartilhamento de iniciativas de sucesso adotadas por cidades e estados participantes do Programa e que podem ser reproduzidas em outras localidades.

Dentre as investidas da Brookfield, são também apoiadoras do Juntos a Tegra Incorporadora, a BRK Ambiental e a VLI.

 
 
 
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Brookfield e NTS apoiam
a mais tradicional orquestra brasileira

 
 

Desde 2000, a Brookfield é uma das patrocinadoras da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e, desde 2017, a NTS, empresa de transporte de gás pertencente ao grupo, é uma das mantenedoras da instituição. A partir dessa parceria, a NTS e a OSB desenvolveram o projeto Conexões Musicais, com o objetivo de levar formação musical às comunidades das regiões em que a NTS atua. 

O projeto foi iniciado em 2017 em Japeri, e depois implementado em Volta Redonda, na região da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Músicos locais foram selecionados para receber aulas de integrantes da OSB e professores de escolas públicas foram capacitados para oferecer aulas de educação musical a seus alunos. Em 2018, o projeto foi ampliado para os municípios de Guapimirim, Barra Mansa, Barra do Piraí, Mangaratiba e Paracambi, também no estado do Rio de Janeiro, e para Osasco e Santos, no estado de São Paulo. Ao longo do ano, foram realizadas mais de 300 horas de aulas, workshops e ensaios com os músicos locais, que posteriormente participaram de concertos com os integrantes da OSB, para um público de 8.000 pessoas. Nas ações em sala de aula, mais de 14.000 crianças e jovens de 70 escolas foram beneficiados por meio do projeto Orquestra em Sala. Outras 1.500 crianças participaram de A Orquestra em Movimento, projeto específico na cidade de Barra Mansa (RJ).

Fundada em 1940, a OSB é a mais tradicional orquestra do país. Tem como missão disseminar repertórios, formar novos públicos e desenvolver talentos. Em 2018, realizou 29 concertos na Sala Cecília Meirelles e 12 espetáculos no Theatro Municipal, ambos na cidade do Rio de Janeiro, e oito apresentações no projeto Conexões Musicais. A OSB estima que, em 2018, o público impactado diretamente por suas atividades tenha atingido 50 mil pessoas.

 
 
 
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Programa Estrela Dalva apoia jovens talentos em comunidades carentes

 
 

Identificar e dar suporte a crianças e jovens superdotados em comunidades de baixa renda na cidade do Rio de Janeiro é o objetivo do Programa Estrela Dalva, iniciativa apoiada pela Brookfield desde 2007. O programa realiza anualmente um criterioso processo de análise e seleção, por meio do qual escolhe os jovens que serão atendidos e preparados para participar de exames de admissão em escolas de excelência no Rio. Diversas atividades estimulam o conhecimento geral, as capacidades criativas e cognitivas desses estudantes e o seu pensamento ético. 

O Estrela Dalva já avaliou mais de 30.000 estudantes do Ensino Fundamental de escolas municipais, dos quais mais de 350 foram selecionados até o final de 2018. Cerca de 300 deles foram aprovados em concursos para escolas de excelência. Em 2018, o processo seletivo envolveu mais de 3.700 jovens de 48 escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Foram selecionados para participar do Estrela Dalva 24 alunos do 4º ano do Ensino Fundamental e outros 21 do 8º ano. Os selecionados frequentam as atividades do programa de segunda a sexta-feira, no horário do contra turno da escola, onde têm aulas de Matemática, Português e Redação, além de cumprirem uma intensa agenda cultural. Eles participarão dos processos de seleção das escolas de primeira linha no final de 2020.

Também em 2018, 65 estudantes do 5º ano e 23 do 9º ano, selecionados pelo Estrela Dalva em anos anteriores, prestaram concursos em escolas de excelência do Rio. Entre os alunos do 5º ano, 27 foram aprovados (taxa de aprovação de 77%). Entre os jovens do 9º ano, a taxa de aprovação foi de 82%, com 17 aprovados. Ao longo dos anos, o programa tem registrado um alto índice de permanência dos estudantes selecionados. 

 
 
 
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BRK realiza estudo sobre impacto do saneamento básico na vida das mulheres brasileiras

 
 

A falta de saneamento básico impacta negativamente toda a sociedade e representa um dos fatores que reforçam a desigualdade de gênero no Brasil. Essa é uma das conclusões do estudo inédito “O Saneamento e a Vida da Mulher Brasileira”, feito em 2018 pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a BRK Ambiental e com apoio do Pacto Global da Organização das Nações Unidas. O estudo baseou-se em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Ministérios da Saúde, Educação e Cidades (metodologia completa em www.tratabrasil.org.br).

A pesquisa revelou que 27 milhões de mulheres no país – uma em cada quatro – não têm acesso adequado a infraestrutura sanitária. Revelou também que o acesso ao saneamento básico (variável determinante em saúde, educação, renda e bem-estar) tiraria imediatamente 635 mil mulheres da pobreza, a maior parte delas negras e jovens.

Na idade escolar, o estudo mostrou que as meninas sem acesso a banheiro têm desempenho estudantil pior, com média 25% abaixo da média geral dos participantes do ENEM. O saneamento impacta ainda no ingresso no mercado de trabalho: o acesso à água tratada, coleta e ao tratamento de esgoto poderia reduzir em até 10% o atraso escolar da estudante e antecipar seu ingresso no mercado. Outro dado revela que 1,5 milhão de mulheres não têm banheiro em casa: são brasileiras com renda 73,5% menor em comparação às trabalhadoras com banheiro em casa.

Os números também mostram que a falta de acesso à água tratada e ao esgoto sanitário é uma das principais causas de incidência de doenças diarreicas, que levam as mulheres a se afastar 3,5 dias por ano, em média, de suas atividades rotineiras. No caso da mortalidade, o déficit de saneamento  é mais perigoso para a mulher idosa: a população acima de 60 anos representa 73,7% das mortes entre mulheres sem acesso ao saneamento. 

O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), lançado em 2013 pelo Governo Federal, prevê alcançar a universalização do abastecimento de água, da coleta e do tratamento de esgoto até 2033, mas o país não tem conseguido investir o suficiente nos últimos 11 anos.

Para cumprir a meta, estudos do setor mostram que o Brasil necessitaria de investimentos da ordem de R$ 20 bilhões por ano. A participação da iniciativa privada é fundamental, dadas as restrições orçamentárias do poder público. Maior empresa privada do setor no Brasil, a BRK Ambiental está comprometida com a universalização do saneamento básico, com investimentos de R$ 7 bilhões previstos para os próximos cinco anos.

 
 
 
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Arteris alia investimentos em rodovias e preservação da fauna

 
 

A Arteris Fluminense, concessionária do grupo Arteris responsável pela administração de 322 quilômetros da BR-101 entre os estados de Rio de Janeiro e Espírito Santo, iniciou em 2018 a construção do primeiro viaduto vegetado em rodovias do país, destinado à passagem de animais silvestres. O projeto foi desenvolvido pela empresa como contrapartida ambiental às obras na região e teve o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A estrutura está sendo implantada no km 218 da rodovia, no município de Silva Jardim (RJ), e receberá investimentos de R$ 9 milhões. O objetivo é tornar mais segura a travessia de animais sobre a rodovia, evitando atropelamentos. A estrutura vai conectar a Reserva Biológica Poço das Antas, um dos principais habitats do mico-leão-dourado – espécie ameaçada de extinção e endêmica da região –, à Fazenda Igarapé. Corredores ecológicos serão formados para unir fragmentos florestais isolados e permitir o fluxo gênico entre as populações selvagens.

Para desenvolver uma solução inovadora que leve em conta a diversidade da fauna da região, a Arteris Fluminense contou com auxílio de especialistas e buscou experiências em outros países. Com dimensões de 54 metros de comprimento por 20 metros de largura, o viaduto vegetado será coberto de plantas e árvores nativas da Mata Atlântica definidas pelo ICMBio, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Terá rampas de acesso e cercas vivas de dois metros de altura para condução dos animais ao dispositivo. 

Com investimentos superiores a R$ 52 milhões, englobando os R$ 9 milhões do viaduto vegetado, o projeto compreende também quatro estruturas rígidas de concreto e outras seis em metal. Inéditas em rodovias federais do país, elas têm como objetivo conectar árvores (conexão copa-a-copa) de uma extremidade a outra da rodovia. O projeto inclui ainda 15 passagens subterrâneas e nove passagens sob vãos secos das pontes. O conjunto de dispositivos, assim que concluído, fará com que a Arteris Fluminense administre o trecho com maior diversidade de tipos de passagens de fauna do Brasil. 

 
 
 
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Projetos da Brookfield Energia promovem Agroecologia e a capacitação de mulheres

 
 

Para estimular o desenvolvimento das comunidades nos locais onde atua, a Brookfield Energia Renovável (BER) realiza, por meio do Edital Socioambiental, uma seleção anual de projetos a serem apoiados. O Fapea (Formação de Agentes Populares em Agroecologia) é um dos projetos apoiados. Realizado em Caetité, Bahia, leva conhecimento sobre técnicas agrícolas para comunidades que vivem na área de influência dos parques de geração de energia eólica da região.

O projeto visa a construção de quintais agroecológicos, pequeno espaço para produção de hortaliças, verduras e plantas medicinais, voltado para a melhoria da produtividade, o uso sustentável de recursos naturais e a proteção de nascentes. A iniciativa beneficia cerca de 50 pessoas, gerando uma fonte de renda alternativa e de alimentação para as famílias participantes.

Assim como o Fapea, o projeto “Hortaliças Suspensas”, também apoiado por meio do edital, incentiva a comunidade local na produção agrícola sustentável. Realizado na cidade de Posse, em Goiás, capacita os participantes a produzir hortas verticais utilizando fertilizantes naturais. Dirigida a pequenos agricultores, a iniciativa visa superar a falta de espaço e de água pela utilização de uma técnica que pouco depende destes recursos. 

A Brookfield Energia Renovável também patrocina projetos por meio do subcrédito social do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É o caso da “Associação de Artesãs de Vista Alegre”, iniciativa que promove o empoderamento feminino. Ao capacitar mulheres para produção e venda de produtos artesanais em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, o projeto possibilita novas perspectivas, aprendizados, oportunidades de negócio e geração de renda para as mulheres da região.

 
 
 
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Fazendas Bartira concretiza primeira venda de créditos para soja não-transgênica

 
 

A Fazendas Bartira, empresa que faz parte do portfólio de investimentos da Brookfield no setor agropecuário, concretizou em dezembro de 2018 a primeira venda de créditos “RTRS não-OGM” (soja convencional) para compradores do mercado internacional. Os créditos RTRS não-OGM são o resultado de um novo modelo de certificação, lançado em 2018, que permite apoiar a produção de soja deste tipo por meio do sistema de créditos, mas sem obter o produto fisicamente. 

O Padrão RTRS de Produção Responsável da Soja foi criado pela Round Table on Responsible Soy (RTRS), organização global que reúne representantes da cadeia de valor da soja e da sociedade civil, e que tem como objetivo garantir uma produção ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.

Este foi o primeiro apoio a um produtor brasileiro de RTRS não-OGM. Uma empresa do setor de laticínios e outra do setor de conveniência, varejo e serviços, foram as compradoras dos créditos, num total de 1.280 adquiridos do Brasil, com o apoio da ACT Commodities. 

Para obter créditos RTRS não-OGM, os produtores precisam cumprir a legislação local, os Princípios e Critérios da RTRS (cumprimento legal e boas práticas empresariais, condições de trabalho responsáveis, relações comunitárias responsáveis, responsabilidade ambiental e práticas agrícolas adequadas) e todos os requisitos de produção na propriedade rural, que inclui checar o status de produto na época da colheita em cada parcela não-OGM das fazendas.

 

Certificações

 

A certificação da RTRS é uma das várias obtidas em áreas que fazem parte do portfólio de investimentos da Brookfield no Brasil nos segmentos de Agropecuária e de Florestas. 

Em todas as áreas produtivas são desenvolvidas iniciativas de produção responsável. Vale destacar que a Fazendas Bartira é a primeira no mundo a possuir Certificação Bonsucro (que atesta produção responsável de cana-de-açúcar). 

A Brookfield também obteve a primeira certificação FSC® (FSC®-C144039) nas áreas de silvicultura no Mato Grosso do Sul. A certificação foi instituída pelo Forest Stewardship Council®, uma organização independente, não governamental, sem fins lucrativos, criada com o intuito de contribuir para a promoção do manejo florestal responsável em todo o mundo.

Em 2018, foram mantidas 21 propriedades certificadas, totalizando 85 mil hectares produtivos em seis diferentes estados. As certificações incluem os padrões ISO9001 e ISO14001, Ceflor (Inmetro) e CRS - Certified Responsible Soy (Cefetra e RTRS).  

Floresta com certificação FSC, Fazenda Pantano, Mato Grosso do Sul

Floresta com certificação FSC, Fazenda Pantano, Mato Grosso do Sul